domingo, 26 de janeiro de 2014

Avaliação da Aprendizagem: concepção de aprendizagem


Durante muito tempo a noção de ensinar e de aprender ou apreender, tem sido mal interpretada.
Fernando Becker concebe a pedagogia diretiva – concepção tradicional como um processo fragmentado, fechado e centrado no papel do professor. Há quem ainda afirme que ensinou, mas o aluno que não aprendeu essa ainda é a realidade na prática educacional de muitos professores.
O professor é considerado o detentor do saber e o aluno mero receptor, o conhecimento é passado de forma passiva, no qual foi chamado por Paulo Freire de “Educação Bancária”. Nesta concepção os conhecimentos trazidos pelos alunos não são valorizados. E a avaliação nesse processo visa meramente classificar o aluno em bom ou ruim, possuindo aspectos punitivos e excludentes.
Já na concepção emergente ou construtivista o professor é mediador do processo de ensino-aprendizagem, e o educando é co-autor deste processo. Os erros são considerados como instrumentos para a construção do conhecimento. E a avaliação é concebida como um processo dinâmico, prazeroso e visa o desenvolvimento de habilidades e de uma reflexão mais apurada do processo de ensino-aprendizagem. Professor e aluno são parceiros no processo.
A base epistemológica que diferencia o sujeito do objeto na abordagem tradicional, é que o sujeito é o centro do conhecimento e o objeto é tudo que o sujeito não é. Neste enfoque, somente o professor é capaz de transmitir o conhecimento e o aluno é considerado como uma folha de papel em branco, ou seja, sem conhecimento.
Essa concepção empírica nega o sujeito o direito de construir o conhecimento, nega-lhe as potencialidades e acredita que os sujeitos são incapazes.
Mas, na abordagem emergente – a construtivista tem por sua base epistemológica colocando o aluno/sujeito e objeto como um processo de interação. Ambos são vistos como parceiros e responsáveis pela construção do conhecimento.
Para Anastasion a concepção de aprendizagem é o que direciona a organização do ensino. Dessa forma, o processo de ensino deve buscar o despertar para o conhecimento, apropriando-se de forma prazerosa.
Frente a esta reflexão propõe-se que as aulas sejam construídas com os alunos e não para os alunos. Nesse sentido, o aprender parte de uma concepção de aprendizagem onde ocorra a troca de experiências e o conhecimento seja apropriado de forma dinâmica.
No que tange no processo de ensinagem a ação de ensinar e aprender é, não mais do aprender, visa a construção coletiva do conhecimento. Haja visto que a aula deve ser planejada e não mais improvisada.
Nesse sentido o processo de ensinagem alia a ação de ensinar com a ação de aprender, onde simultaneamente, ocorrerá uma apropriação tanto do conhecimento, quanto do processo. Vale lembrar que o método dialético (S – O) proposto não visa o aprendizado significativo, mas preza a memorização mecânica.
No entanto, o método dialético defendido por teóricos, sinaliza que o pensamento passe da por uma afirmação para se chegar a uma síntese.
Assim, o aluno se confronta com o conhecimento, reconstruindo a visão inicial e por fim através da síntese se constrói um pensamento mais elaborado. O professor passa do detentor do saber, para mediar e orientar todo o processo de construção do conhecimento, em parceria com o aluno.
Frente as constatações assimiladas e comparações das concepções da aprendizagem, apresentadas, pode-se chegar a uma síntese mais fundamentada de que o professor deve assumir uma nova postura do processo de orientação e mediação de aprendizagem, desafiando, estimulando os alunos na construção de uma relação com o objeto de aprendizagem, tomando consciência dessa forma das necessidades de sua “clientela”.
Diante do exposto, as referências analisadas sobre o ensinar, o aprender e a ensinagem, torna-se objeto de análise da ação docente, haja vista, que os objetivos devem ser discutidos, juntamente com os conteúdos e metodologias utilizados, com estratégias necessárias para o aluno aprender e apropriar-se do conhecimento.