segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

REFLETINDO A PRÁTICA PEDAGÓGICA

REFLETINDO A PRÁTICA PEDAGÓGICA


A avaliação representa um dos pontos vitais para o alcance de uma prática pedagógica competente e de um processo educativo eficaz, mas muitos são os entraves a cerca desse processo que acontece dentro dos âmbitos escolares.
A avaliação tem sido enfocada, principalmente, na sua dimensão técnica, classificatória, sobretudo no que se refere à construção de instrumentos válidos e fidedignos, deixando à margem outras dimensões importantes e necessárias para se promover uma educação significativa e eficaz.
Alguns autores, teóricos, como Luckesi, Hoffmann têm denunciado essa unilateralidade de abordagem avaliativa, hoje, aplicada, assim como a seletividade e a discriminação que a mesma tende a encobrir. Pois, a avaliação deve ser “um ato subsidiário da prática pedagógica com vistas à obtenção de resultados os mais satisfatórios possíveis diante do caminho de desenvolvimento de cada educando” (LUCKESI, 2003, p. 27).
Se o papel social do âmbito escolar é desenvolver as potencialidades dos alunos e torná-los aptos a exercer a sua cidadania, a finalidade da avaliação deve ser coerente com essa meta educacional / escolar. O ideal seria que o processo avaliativo contribuísse para que todo e qualquer aluno possa assumir poder sobre si mesmo, tendo consciência do que já é capaz e o que ainda necessita melhorar para alcançar novos patamares.
Neste contexto é que fiz uma reflexão sobre a minha prática pedagógica avaliativa desenvolvida nas minhas salas de aula, buscando identificar quais as falhas que eu estaria cometendo no desenvolvimento do processo avaliativo.
E foi com surpresa, após os estudos e atividades realizadas nas aulas da disciplina Avaliação Educacional, que percebi que muitas vezes cometi o er-
-ro, o ‘pecado’ em utilizar a avaliação como instrumento de classificação, atendendo ao que o sistema educativo impõe: valorização das notas, deixando à margem a qualidade, o percurso desenvolvido pelo aluno.
Percebi o quanto se faz necessário que se tenha um novo olhar para o processo avaliativo desenvolvido nos âmbitos escolares, para que se possa realmente desenvolver um processo de ensino-aprendizagem em que o aluno seja co-autor da construção do conhecimento, e o professor não seja o detentor do saber, mas o mediador deste.
A avaliação precisa ser vista além da mera aplicação de provas periódicas do ensino tradicional, ela necessita ser visualizada, entendida como um processo contínuo, de diagnóstico, diferente, e não como instrumento de punição, de certo ou errado.
Assim, é pertinente se fazer uma análise sobre a avaliação escolar no contexto educacional. Nesta perspectiva é as aulas desta disciplina proporcionaram esta análise e, consequentemente, a mudança das concepções que eu tinha com relação a avaliação, fazendo-se uma análise geral do como se processa a avaliação dentro do âmbito escolar, abordando novas perspectivas de uma nova prática avaliativa.
Deste modo, para que a avaliação torne-se parte integrante do processo de ensino-aprendizagem é mister a necessidade de concebê-la como “[...] uma bússola que direciona e sinaliza o melhor caminho a trilhar – avaliar para melhorar” (KRAMER, 1991, p. 27).
Portanto, não é mais admissível a avaliação classificatória, ainda praticada em alguns âmbitos escolares; onde a avaliação é utilizada de maneira reducionista, com a aplicação de instrumentos de coleta de dados, provas, testes, etc, meramente classificatórios, e a atribuição de notas ou conceitos como simples formalidade. O processo de avaliação é mais do que isso. As informações obtidas devem ser comparada com critérios e julgadas a partir do contexto em que foram produzidas. Dessa maneira, ajudarão o professor a compreender como anda o processo de ensino - aprendizagem que coordena em sala de aula; que em vez disso, serviria apenas para classificar o educando.