terça-feira, 24 de setembro de 2013

Miniprojeto de leitura

RESUMO A intenção de se criar um miniprojeto interdisciplinar envolvendo o processo da leitura e do letramento nos permite fortalecer a competência leitora dos nossos alunos, bem como, fomentar a produção de textos nas mais variadas tipologias textuais. O Miniprojeto interdisciplinar consiste em formar leitores autônomos através do estímulo à sensibilidade, criatividade e criticidade e da formação do gosto pela leitura, contribuindo para a construção de uma cidadania plena. Prevê na motivação da leitura nas séries do Ensino Fundamental II (6º ao 9º Ano) para a formação de leitores efetivamente comprometidos com a prática social. Palavras - chave: leitura, experiência, produção textual, leitores. Bahia, Abril de 2013 1. DESCRIÇÃO Este miniprojeto será desenvolvido com a participação dos professores, alunos do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e funcionários, para um trabalho interdisciplinar no qual os conteúdos se integrem para promover o desenvolvimento de competências e habilidades que propiciem a aprendizagem da leitura e da escrita. Obviamente, o título do Miniprojeto “Minha escola lê: abrace essa ideia!” poderá ser traduzido nas ações que serão implementadas paulatinamente, no decorrer de sua aplicabilidade. Ou seja, por meio desse miniprojeto todas as áreas do conhecimento desenvolverão atividades diversificadas tendo como foco principal o incentivo à leitura e à escrita. 2. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO O referido miniprojeto acontecerá a partir da II Unidade (junho a agosto) e será finalizado na III Unidade (agosto a novembro). , observando os seguintes aspectos: Período Ação a ser desenvolvida Responsáveis 1ª e 2ª semanas Organização do Projeto e Diagnóstico: conhecer as experiências dos alunos com relação à leitura e escrita Coordenação, professores e alunos 3ª semana Troca de experiências por meio da oralidade e de alguns registros verbais e não verbais Professores e alunos 4ª semana Apresentação de atividades lúdicas que possam fomentar a leitura/escrita Professores e alunos 5ª semana Sugestão e desenvolvimento de atividades- desafios envolvendo todas as áreas do conhecimento Professores e alunos 6ª semana Vivência de situações reais que propiciam inserção social dos alunos de forma contextualizada, atreladas à cultura digital; Professores e alunos 7ª semana Promoção de debates em todas as disciplinas focalizando o ato de ler como meio de reflexão, conhecimento e contribuição para a autonomia do aluno Professores e alunos 8ª e 9ª semanas Apresentação de contadores de história; Produção de relatos de alunos - leitores e suas experiências como leitoras; Comunidade escolar 3. JUSTIFICATIVA Diante da dificuldade do aprendizado na área de leitura e tendo como base o desempenho insatisfatório do Brasil em duas grandes pesquisas: uma de âmbito nacional - Instituto Paulo Montenegro – que divulgou que 72% de jovens são analfabetos funcionais, ou seja, não sabem ler e escrever e uma outra internacional, o PISA (Programa Internacional para Avaliação de Estudantes), em que o país ocupou o 37º lugar em letramento de leitura, algumas ações têm tentado mobilizar escolas, professores, diretores e sociedade para a mudança, dentre elas: o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) através dos módulos literários e o PNBE (Programa Nacional Biblioteca na Escola). Entre vários problemas estruturais já tão denunciados pelas pesquisas e estudos realizados, ressalta-se aqui a questão da formação docente como um dos principais entraves a uma prática educativa de qualidade, especialmente no que se refere ao ensino da leitura. Entende-se que, ainda que todos os quesitos ideais necessários a uma prática de ensino da leitura fossem efetivados na escola, indispensável seria a presença de professores leitores, que sentissem prazer na leitura, que fossem bem informados e instrumentalizados para tal prática. As práticas de leitura e, particularmente, a importância da literatura na formação pessoal e intelectual do ser humano ainda nas séries iniciais, encontram pouco espaço nos programas de formação inicial e continuada das escolas brasileiras. Assim, o educador preocupado com a formação do gosto pela leitura pelos seus alunos deve reservar espaços em que proponham atividades novas sem o compromisso de impor leituras e avaliar o educando. Trata-se de operacionalizar espaços na escola e na sala de aula onde a leitura possa ser vivenciada por fruição-prazer. As atividades elencadas neste miniprojeto almejam favorecer a materialização destes espaços nas salas de aula e o desafio de imersão na leitura também por parte dos professores executores. Nesse universo, a leitura pode ser objetivo e instrumento de aprendizagem. Como instrumento, pertence a todas as disciplinas, pois é a atividade na qual se baseia grande parte do processo de aprendizagem escolar. Enquanto objetivo exige formação de atitudes, valorização da prática e a transmissão de valores importantes para as futuras gerações. 4. FUNDAMENTAÇÃO O ato de ler é um processo abrangente e complexo; é um processo de compreensão, de entender o mundo a partir de uma característica particular ao homem: sua capacidade de interação com o outro através das palavras, que por sua vez estão sempre submetidas a um contexto. Desta forma, afirmam que a recepção de um texto nunca poderá ser entendida como um ato passivo, pois quem escreve o faz pressupondo o outro. Desta forma, a interação leitor-texto se faz presente desde o início de sua construção. Assim, postula Souza (1992): Leitura é, basicamente, o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o lugar, com as circunstâncias. Ler é interpretar uma percepção sobre as influências de um determinado contexto. Esse processo leva indivíduo a uma compreensão particular da realidade. (SOUZA, 1992, p.22) Pode-se vislumbrar em Freire (1989, p. 9) este olhar sobre leitura quando nos diz que a "leitura do mundo precede a leitura da palavra”, ou seja, a compreensão do texto se dá a partir de uma leitura crítica, percebendo a relação entre o texto e o contexto. Porque o sentido da palavra é totalmente determinado por seu contexto. De fato há tantas significações possíveis quantos contextos possíveis” (BAKHTIN,2010, p.109 apud BERTHOLD e BERALDO, 2013, p. 11). Ainda nessa perspectiva, Solé (1998, p. 23) nos diz que “a leitura é o processo mediante o qual se compreende a linguagem escrita. Nesta concepção intervêm tanto o texto, sua forma e conteúdo, como o leitor, suas expectativas e conhecimentos prévios”. Dessa forma, um leitor crítico não é apenas um decifrador de sinais, mas sim aquele que se coloca como coenunciador, travando um diálogo com o escritor, sendo capaz de construir o universo textual e produtivo na medida em que refaz o percurso do autor, instituindo-se como sujeito do processo de ler. Nessa ótica, Bakhtin (apud BERTHOLD e BERALDO, 2013, p. 12) considera que “ para cada indivíduo tem um auditório social próprio bem estabelecido, em cuja atmosfera se constroem deduções interiores, suas motivações, apreciações etc.” Nesta concepção de leitura em que o leitor dialoga com o autor, a leitura torna-se uma atividade social de alcance político. Ao permitir a interação entre os indivíduos, a leitura não pode ser compreendida apenas como a decodificação de símbolos gráficos, mas sim como a leitura do mundo, que deve ser constituída de sujeitos capazes de compreender o mundo e nele atuar como cidadãos críticos e atuantes. Há que se encarar o leitor como atribuidor de significados e, nessa atribuição, levar-se em conta a interferência da bagagem cultural do receptor sobre o processo de decodificação e interpretação da mensagem. Assim, no momento da leitura, o leitor interpreta o signo sob a influência de todas as suas experiências com o mundo, ou seja, sua memória cultural é que direcionará as decodificações futuras. Todavia, para a formação deste leitor que consegue por em prática sua criticidade, é necessário que haja um estímulo contínuo para o contato entre o indivíduo e o trabalho. Tradicionalmente, na instituição escolar, lê-se para aprender a ler, enquanto que no cotidiano a leitura é regida por outros objetivos, que conformam o comportamento do leitor e sua atitude frente ao texto. No dia-a-dia, uma pessoa pode ler para agir – ao ler uma placa, ou para sentir prazer – ao ler um gibi ou um romance, ou para informar-se – ao ler uma notícia de jornal. Essas leituras, guiadas por diferentes objetivos, produzem efeitos diferentes, que modificam a ação do leitor diante do texto. São essas práticas sociais que precisam ser vividas em nossas salas de aula. Apesar de todos os problemas funcionais e estruturais, é na escola que a maioria das crianças e jovens aprende a ler. Muitas têm no ambiente escolar, o primeiro (e, às vezes, o único) contato com a literatura. Assim fica claro que a escola, por ser estruturada com vistas à alfabetização e tendo um caráter formativo, constitui-se num ambiente privilegiado para a formação do leitor. Nessa perspectiva, Bakhtin( apud BERTHOLD e BERALDO, 2013, p. 13) afirma que “as aulas de leitura ou produção textual podem prever maior diversidade cultural e de linguagens na escola tendo em vista uma pedagogia para múltiplas leituras e produções textuais diferenciadas que contemplem as multissemioses.” Para se pensar de fato numa escola como espaço de trocas, coparticipação, representação, ludicidade, enunciação, dialogismo e responsividade a compreensão das concepções do ensino dialógico é fundamental. O Processo de leitura-escrita precisa estar muito bem alicerçado com esses elementos. É por esse ângulo que as TIC e a internet podem ser ferramentas consistentes na intervenção pedagógica. Portanto, oferecer leituras vistas como “tradicionais” ou “obrigatórias” antes de promover o prazer pela leitura jamais despertará no aluno a curiosidade de percorrer as entrelinhas dos textos, de descobrir as marcas e as pistas deixadas pelo autor , de fazer seus levantamentos de hipóteses e inferências. Vale ressaltar que o Miniprojeto precisa atender à proposta da Política da Inclusão e nessa trilha de pensamento, BOTELHO (2005, p.66) postula que" a inserção em práticas de leitura e de escrita também é dependente das representações dos surdos e de suas famílias sobre o significado de ler, escrever, estar na escola e ter progressão escolar, das representações sobre a surdez e a linguagem e das vantagens que podem decorrer das atividades de ler e escrever." O contato deles com as diversas modalidades de textos escritos possibilitará a abertura de um leque de informações e conhecimento de mundo necessários ao seu convívio e inclusão na sociedade letrada e ouvinte, em sua maioria. Com base no exposto, o Miniprojeto Interdisciplinar será aplicado em escolas públicas da Rede Estadual de Ensino onde todas as áreas do conhecimento desenvolverão atividades diversificadas contemplando uma pluralidade de gêneros textuais de acordo com os temas propostos coletivamente. 5. METODOLOGIA A metodologia aplicada será por meio de análises críticas, estudos dirigidos de diferentes textos (composições musicais, poemas, jornais, filmes, etc.), oficinas de leitura, aulas dialógicas, interpretações, composições, pesquisas, atividades em grupo ou extraclasse em formulário próprio, os alunos podem expressar suas opiniões, fazer reclamações, dar sugestões sobre diferentes situações vividas por eles na escola:  1º momento: cada turma terá três professores responsáveis de áreas diferentes para fazer a apresentação do projeto e sensibilizar o aluno para participar das atividades propostas, em seguida todos os professores montarão oficinas de leituras e trabalharão textos verbais e não verbais (e Leitura de imagens; Leituras e produção de textos orais e escritos, de letras de músicas e paródias em grupo e individual; Promoção de rodas de leituras, palestras, dramatizações; Trocas de experiências com leitura; Exibição de filmes e vídeos educativos sobre a importância da leitura) como atividades dirigidas com o intuito diagnosticar os conhecimentos prévios de cada no campo da leitura.  2º momento: Os professores de todas as áreas farão a seleção de textos, obras e atividades lúdicas que sejam apropriados para a reflexão da leitura e os alunos serão divididos em equipes para desenvolver atividades desafios envolvendo Linguagens e Códigos e Suas Tecnologias; Matemática e Suas Tecnologias e Ciências da Natureza e Suas Tecnologias. O objetivo é que todas essas áreas apresentem os mais variados textos com os mais diferenciados temas em que levem o aluno a pensar, a ler todos os tipos de textos, a fim de despertar a curiosidade dos alunos. Ainda nessa fase, serão propostas as seguintes atividades: Exposição fotográfica de livros e diversos materiais impressos; Mural de trocas; trocas de livros, objetos, gibis, etc entre alunos e professores; Recriação de texto poético; Fichário de resenhas; Jornal mural: as turmas ficam responsáveis pela atualização semanal, com textos informativos, depoimentos, etc; Blog da escola: uma espécie de revista digital que fica sob a responsabilidade das turmas, devendo ser atualizado mensalmente.  3º momento: na fase final do projeto, serão desenvolvidos momentos de leitura como forma de acolhida na entrada da escola; na primeira aula de cada dia um grupo representante de turma fará a leitura ou comentários de um texto que já leu ou esteja lendo. Durante a segunda semana de conclusão do projeto os alunos serão divididos em equipes a apresentarão em vários stands as seguintes atividades: Exposição dos trabalhos confeccionados: murais, portfólio, roda de leitura, construção de blogs, fichários, vídeos, resenhas, tirinhas, HQ, análise de composições musicais, análise e construção de textos poéticos e atividades recreativas. 6- RECURSOS Para a execução dos trabalhos serão utilizados: computador, notebook, câmera fotográfica, celular, data show, buscadores, filmes, livros, clássicos e paradidáticos, laboratório de informática, biblioteca, textos informativos, publicitários, jornalísticos, argumentativos, etc. AVALIAÇÃO Não podendo perder de vista os instrumentos de avaliação, que devem ser vistos como um processo dinâmico e contínuo, os alunos deverão construir um portfólio como trabalho final, registrando todas as suas experiências de leitura durante a execução das atividades do projeto, observando os seguintes critérios de avaliação............. como resposta à intervenção proposta pelos professores. 6. OBJETIVOS 6.1. Objetivo Geral  Identificar a importância da aquisição do ato linguístico – leitura para o acesso significativo no mundo letrado, bem como reconhecer os entraves que impossibilitam a aquisição eficaz do ato linguístico: a leitura . 6.2.Objetivos específicos  Proporcionar diferentes situações de leitura/escrita e inserir a comunidade escolar no mundo significativo da leitura;  Compartilhar opiniões e estimular a linguagem oral e escrita;  Despertar o gosto pela leitura e auxiliar no processo de formação da identidade do aluno leitor proficiente;  Desenvolver o senso crítico diante das leituras e utilizar a leitura como meio de comunicação e informação;  Ampliar o vocabulário e socializar saberes e analisar, conflitos negociações e trocar experiências com outros leitores;  Vivenciar diferentes tipos de leituras e conscientizar o aluno quanto às suas múltiplas referências socioculturais e existenciais;  Apropriar-se de gêneros textuais diversificados e dominar os tipos textuais no final do miniprojeto;  Expandir a produção oral, praticar a retextualização e apropriar-se da expressão escrita e da reescrita de textos. 7. RESULTADOS ESPERADOS Espera-se, ao final do miniprojeto, uma mudança de postura entre todos os envolvidos no processo ensino e aprendizagem, e, principalmente, em nossos alunos, após terem vivenciado e trocado inúmeras experiências no percurso do trabalho utilizando atividades diferenciadas e propostas inerentes à leitura, à escrita e à produção textual para assim sentirem-se responsáveis em desenvolver boas leituras, contagiados pelo prazer de ler de forma espontânea e lúdica em todas as áreas do conhecimento. 8. CONSIDERAÇÕES FINAIS: É bem verdade que os alunos não se tornarão leitores ávidos num curto período de tempo. Obviamente, a universalização da leitura e da escrita ainda está longe de se conseguir. Por outro lado, o aluno em contato com as mais variadas propostas desse miniprojeto poderão fazer da leitura e da escrita suas aliadas na construção do conhecimento sendo vistas como instrumento de acesso à cidadania, uma vez que a competência leitora se potencializará ao longo da sua vida estudantil. 8. REFERÊNCIAS BARBATO, Silviane; BERALDO Rossana. Língua Portuguesa: Instrumentos Pedagógicos para Preparação e Dinamização de Aulas com o uso das TIC e da Internet. Material complementar. Módulo 2. In: ATUALIZAÇÃO EM PRÁTICAS PEDAGÓGICAS. Disponível em: . Acessado em: abril/2013. BARBATO, Silviane; BERALDO, Rossana. MACIEL, Diva Albuquerque et al. Língua Portuguesa: Colaboração na construção de novos conhecimentos, Material complementar. Módulo 4. In: ATUALIZAÇÃO EM PRÁTICAS PEDAGÓGICAS. Disponível em: . Acessado em: abril/2013. BERTHOLDO, Sinara; BERALDO Rossana. Língua Portuguesa: Práticas de leitura e escrita e a enunciação como unidade concreta da linguagem. Material complementar. Módulo 3. In: ATUALIZAÇÃO EM PRÁTICAS PEDAGÓGICAS. Disponível em: . Acessado em: abril/2013. BOTELHO, Paula. Linguagem e letramento na educação dos surdos - Ideologias e práticas pedagógicas. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler em três artigos que se completam.23ª. ed. São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989. SOLÉ, Isabel. Estratégias de Leitura. Porto alegre: Artmed, p.23, 1998 MINIPROJETO O Miniprojeto Interdisciplinar “Minha escola lê: abrace essa ideia” foi apresentado como pré-requisito avaliativo do Curso de Atualização em Práticas Pedagógicas por meio do Centro de Educação à Distância da Universidade de Brasília – UNB à tutora Barbara Cristina Duqueviz. PARTICIPANTES Dilvone Lima RODRIGUES (dilvone_lima@yahoo.com.br): Graduada em Letras/Inglês pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus VI, com Especialização em Língua, Linguística e Literatura pela Faculdade de Ciências da Bahia (FACIBA) e em Gestão Escolar pela Faculdade Vasco da Gama. Edileuza Maria dos SANTOS (leuzmar34@gmail.com): Graduada em Letras pelo Centro de Ensino Superior do Vale do São Francisco (CESVASF), com Especialização em Língua Portuguesa e Literatura pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Edleuza Paiva Bispo ALMEIDA (edyxduda@gmail.com): Graduada em Letras/Espanhol pela Universidade de Tocantins (UNITINS). Edmara Santos CAIRES (edmaracaires@hotmail.com): Graduada em Letras pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Campus de Jequié, e Pós-Graduada em Literatura Brasileira pela mesma instituição. Edna Maria de SOUZA (mariaande@hotmail.com): Graduada em Letras/Inglês pelo Centro Ensino superior de Arcoverde PE (CESA/AESA) e Pós-Graduada em Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa pela Faculdade Internacional de Curitiba – FACINTER/Instituto Brasileiro de Pós-Graduação e Extensão. Eliane Vieira do Nascimento DANTAS (dantasliu@hotmail.com): Graduada em Letras e especialista em Língua Portuguesa pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e especialista em Libras pelo Instituto Brasileiro de Educação e Cultura (IBEC).